Coluna do Timão: Corinthians finaliza 17 vezes, mas outro número preocupa

Foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer
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O Corinthians voltou a tropeçar no Campeonato Brasileiro e chegou à segunda derrota consecutiva na competição. Desta vez, perdeu por 2 a 1 para o Coritiba, no Couto Pereira, resultado que derrubou a equipe para a décima colocação, com 32 pontos.

Mais do que o resultado, porém, a partida expôs um problema recorrente: a baixa eficiência ofensiva em meio a uma extensa lista de desfalques.

Fernando Diniz não pôde contar com Yuri Alberto, Rodrigo Garro, Matheuzinho, Matheus Bidu, Hugo Souza, Kayke, Vitinho, Zakaria Labyad e André. Com poucas opções, Pedro Raul voltou a ser utilizado como referência ofensiva.

Foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer
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Pedro Raul sofre em modelo que pouco favorece suas características

A utilização do camisa 18 também escancara uma incompatibilidade entre suas características e a forma como o Corinthians tem construído suas jogadas.

Pedro Raul é um centroavante mais voltado ao jogo aéreo e à presença de área, mas a equipe de Diniz costuma atacar com apenas um ponta aberto, privilegiando associações curtas e construção pelo chão.

O problema é que, além da questão tática, o atacante também atravessa uma fase irregular tecnicamente.

Mesmo com os gols recentes contra Internacional e Red Bull Bragantino, Pedro Raul tem encontrado dificuldade para reter a bola no ataque e até para se impor pelo alto, justamente uma de suas principais características.

Com tantos jogadores indisponíveis, o Corinthians ficou praticamente sem margem para procurar outra solução desde o início.

Corinthians finaliza muito, mas quase não acerta o gol

Diniz percebeu os problemas durante a partida e promoveu mudanças no intervalo.

Memphis Depay e Matheus Pereira entraram, enquanto Dieguinho, Lingard e Gui Negão foram acionados posteriormente.

O Corinthians melhorou, passou a controlar mais a posse e ocupou o campo defensivo do Coritiba. Ainda assim, continuou produzindo pouco em termos de chances realmente perigosas.

A estatística ajuda a explicar a diferença entre volume e eficiência.

O Timão terminou a partida com 17 finalizações, mas apenas três foram na direção do gol.

Foram elas: o cabeceio de Gustavo Henrique no primeiro tempo, uma finalização de fora da área de Memphis e o gol de Raniele nos acréscimos.

Ou seja, apenas cerca de 18% das tentativas realmente exigiram intervenção do goleiro ou terminaram na rede.

Mercado seria solução natural, mas Corinthians está impedido

Em uma situação normal, a sequência de lesões e a baixa produção ofensiva provavelmente levariam o Corinthians ao mercado em busca de reforços.

Isso, porém, não deve acontecer.

O clube enfrenta uma grave crise financeira e possui três transfer bans ativos. A diretoria já trabalha com a possibilidade de encerrar a atual janela sem contratações.

Com isso, a responsabilidade recai ainda mais sobre Diniz.

O treinador terá de encontrar variações dentro do próprio elenco, recuperar jogadores lesionados e buscar soluções capazes de aumentar a eficiência ofensiva.

A derrota para o Coritiba deixou evidente que controlar a posse e acumular finalizações não são suficientes. O Corinthians precisa transformar volume em oportunidades reais e, principalmente, em gols.

Sem margem para reforçar o grupo, essa solução terá de nascer de dentro.

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