O empresário Diogo Silva, responsável pela gestão da carreira do meio-campista André, de 20 anos, fez duras críticas à maneira como a diretoria do Corinthians conduziu as negociações pelo jogador durante a janela de transferências.
Na avaliação do agente, o Corinthians não conseguiu estabelecer corretamente o preço do atleta no mercado internacional e cometeu um erro especialmente ao rejeitar a proposta apresentada pelo Milan em março.
Na ocasião, o clube italiano ofereceu 17 milhões de euros, aproximadamente R$ 101 milhões, pelo jovem. O Corinthians decidiu não avançar após um pedido do então técnico Dorival Júnior e também diante da repercussão negativa que uma possível venda provocou entre torcedores.
Meses depois, propostas de Nottingham Forest e Olympiacos chegaram à mesa da diretoria, mas por valores inferiores.
— Houve um erro de avaliação na proposta do Milan e vai acontecer mais vezes enquanto não houver pessoas capazes de entender como funciona o mercado europeu. O Corinthians não pode recusar um negócio de 17 milhões de euros e depois não ter ofertas nem parecidas com essa — declarou Diogo Silva.

Propostas diminuíram após investida do Milan
O Nottingham Forest apresentou uma oferta de 12 milhões de euros, enquanto o Olympiacos chegou aos 10 milhões de euros.
Nenhuma delas foi aceita.
Para Diogo, a diferença entre os valores apresentados posteriormente e a proposta recusada do Milan demonstra que houve uma avaliação equivocada por parte do Corinthians.
— Acho que falta uma expertise de entender como funciona o mercado europeu. As pessoas não sabem quanto vale realmente o jogador — afirmou.
O empresário também demonstrou incômodo com a forma como a negociação com o Milan terminou.
Segundo ele, foram trocados mais de 28 e-mails entre as partes durante as conversas. O contrato já estaria redigido e dependeria apenas da assinatura do presidente Osmar Stabile quando o Corinthians resolveu não seguir com a transferência.
— Uma coisa é não querer vender o jogador. Mas quando você abre negociação, você tem que respeitar a instituição do outro lado — criticou.
Empresário critica contrapropostas do Corinthians
Diogo Silva também questionou a estratégia utilizada nas negociações posteriores com Nottingham Forest e Olympiacos.
Na visão do agente, os valores solicitados pelo Corinthians ficaram muito distantes das ofertas apresentadas pelos dois clubes.
Para ele, algumas das contrapropostas teriam sido feitas praticamente com a intenção de impedir a concretização da transferência.
— No mundo corporativo em 2026 não existe mais o papo de pôquer, o blefe. O preço do jogador é o mercado que determina. A gente não pode se iludir fazendo comparações com outras instituições, senão o jogador nunca vai sair e o clube também não conseguirá rentabilizar e resolver seus problemas — declarou.
André deve permanecer no Corinthians
Apesar de algumas janelas internacionais ainda permanecerem abertas, a tendência apontada pelo empresário é que André continue no Corinthians até o término da temporada.
Mercados como Arábia Saudita, Turquia e Grécia ainda poderiam representar alternativas, mas o desejo do meio-campista é atuar em uma das cinco principais ligas europeias: Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha ou França.
Diogo afirma que o jogador está tranquilo diante da situação e que as próximas decisões serão tomadas com cautela.
— O André tem cabeça centrada e um futuro brilhante, pode fazer parte do ciclo olímpico. Ele sempre deixou as decisões para eu definir e temos que tomar a decisão com cuidado e cautela para dar sequência na carreira dele — afirmou.
O agente ainda relacionou o desfecho das negociações à situação financeira alvinegra.
— Infelizmente, neste caso o maior prejudicado foi o Corinthians, que está com problemas financeiros — completou.
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