Caixa manda ‘recado’ ao Corinthians sobre dívida da Neo Química Arena

Neo Química Arena - Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians.
Caixa se manifestou sobre a Neo Química Arena - Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians.

A Caixa Econômica Federal se manifestou oficialmente sobre o financiamento da Neo Química Arena e afirmou que o contrato firmado com o Corinthians respeitou rigorosamente a legislação e as normas do sistema financeiro.

Em nota oficial, o banco abordou tanto a contratação original, realizada em 2013, quanto a renegociação concluída em 2022. Segundo a instituição, os procedimentos contaram com assessoramento técnico e jurídico e passaram pelas regras de governança da Caixa e do Corinthians.

O que a Caixa disse sobre o contrato da Arena?

A instituição afirmou que não identificou qualquer aspecto da operação fora do regime jurídico aplicável a esse tipo de financiamento.

“A CAIXA informa que o contrato de financiamento firmado com o Sport Club Corinthians observou rigorosamente a legislação vigente, as normas do Banco Central do Brasil e do Sistema Financeiro Nacional, não havendo qualquer aspecto da operação que extrapole o regime jurídico aplicável a contratos dessa natureza.”

O banco também destacou os procedimentos adotados na assinatura e posteriormente na renegociação do acordo.

“A contratação original, de 2013, e a renegociação concluída, em 2022, foram submetidas e acompanhadas por efetivo assessoramento técnico e jurídico da CAIXA e do Corinthians, bem como aprovadas por rigorosas regras de governança, de ambos os lados”.

Foto: Rodrigo Coca/SCCP - Ingressos são de responsabilidade do Timão.
Foto: Rodrigo Coca/SCCP – Caixa falou sobre a Arena.

Por que a Caixa não revela detalhes do financiamento?

Na mesma manifestação, a Caixa explicou que não pode divulgar informações específicas sobre os termos do contrato por causa das regras de sigilo bancário previstas na Lei Complementar nº 105/2001.

“A CAIXA ressalta, ainda, que informações específicas sobre operações de crédito e seus termos contratuais estão protegidas pelo sigilo bancário, nos termos da Lei Complementar n° 105/2001. Por esse motivo, a instituição não pode comentar detalhes do contrato, limitando-se a reafirmar que sua atuação observou a legislação aplicável, normativos internos, controles e compliance, tanto da CAIXA, quanto do Corinthians.”

A manifestação acontece em um momento no qual o financiamento da Neo Química Arena voltou ao centro das discussões políticas e financeiras envolvendo o Corinthians.

Foto: Divulgação/SCCP - Neo Química Arena deve ter uma capacidade ainda maior em breve.
Foto: Divulgação/SCCP – Neo Química Arena, do Corinthians.

Com a nota, a Caixa evita entrar em detalhes específicos da operação, mas sustenta oficialmente que tanto o contrato original quanto sua renegociação seguiram os procedimentos legais, técnicos e de governança exigidos.

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