Corinthians ‘acelera’ para resolver problema após reclamação do elenco

elenco do Corinthians
Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

O Corinthians trabalha para acelerar a recuperação do novo gramado da Neo Química Arena, que passou por uma substituição completa durante a paralisação do calendário para a Copa do Mundo. Apesar da troca ter sido planejada para garantir melhores condições ao longo do segundo semestre, o piso ainda não atingiu o estágio considerado ideal e já gerou reclamações internas entre jogadores e funcionários do clube.

O Timão volta a atuar em casa nesta quinta-feira (23), às 19h30, diante do Remo-PA, pelo Brasileirão, e encontrará um campo que ainda passa pelo processo de adaptação após a instalação da nova grama.

De acordo com informações publicadas pelo Globo Esporte, integrantes do elenco e pessoas que trabalham diariamente no CT e na Neo Química Arena demonstraram preocupação com as atuais condições do gramado. A principal queixa está relacionada à quantidade de areia ainda presente sobre o campo, consequência natural do processo de implantação do novo piso.

O volante Raniele, inclusive, sofreu um ralado no joelho após escorregar durante um treinamento realizado no estádio, episódio que aumentou a atenção em torno das condições do gramado.

Foto: Marcello Zambrana/AGIF - Raniele preocupa o Corinthians.
Raniele se machucou em treino do Corinthians na última terça (21). Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Troca do gramado foi considerada necessária

A substituição da grama da Neo Química Arena já fazia parte do planejamento do Corinthians antes mesmo da pausa no calendário.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o clube entendia que o antigo gramado já apresentava sinais de desgaste que poderiam comprometer sua utilização durante o restante da temporada.

O piso anterior permaneceu em uso por aproximadamente cinco anos, período considerado elevado para esse tipo de estrutura em estádios de alto nível, principalmente em locais que recebem partidas com frequência ao longo da temporada.

Além do desgaste natural provocado pela utilização constante, havia outro problema que vinha preocupando os responsáveis pela manutenção do estádio.

Com o passar do tempo, formou-se uma camada de limo sob a superfície da grama. Essa crosta dificultava a drenagem adequada e deixava o gramado cada vez mais escorregadio, reduzindo as condições ideais para treinamentos e partidas oficiais.

Diante desse cenário, a diretoria e a equipe responsável pela manutenção decidiram realizar a troca completa do piso.

Paralisação foi aproveitada para iniciar o processo

O Corinthians utilizou a interrupção das competições nacionais durante a disputa da Copa do Mundo para executar a substituição do gramado. Além da disponibilidade de tempo sem jogos na Arena, outro fator influenciou a escolha do período para a obra.

Segundo pessoas ligadas ao clube, a época do ano apresenta temperaturas consideradas favoráveis para o desenvolvimento da nova grama, permitindo que ela alcance mais rapidamente o nível esperado de enraizamento e resistência. Mesmo com esse planejamento, o processo de adaptação ainda não foi concluído.

Na última segunda-feira, quando o elenco principal treinou na Neo Química Arena, a superfície ainda apresentava uma quantidade significativa de areia distribuída em diferentes setores do campo. Essa condição chamou a atenção de jogadores e funcionários que participaram da atividade.

Neo Química Arena
Neo Química Arena, estádio do Corinthians. Foto: Matheus Lima/Vasco

Areia faz parte do processo de adaptação

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a presença de areia sobre o gramado não representa um problema inesperado, mas sim uma etapa prevista durante a implantação da nova superfície.

A areia é utilizada para auxiliar na fixação da grama e garantir melhores condições para o desenvolvimento das raízes durante as primeiras semanas após a instalação.

Com a realização dos treinamentos e das partidas oficiais, a tendência é que esse material seja incorporado ao solo de forma gradual.

Além da utilização natural do campo, o Corinthians também vem realizando procedimentos específicos para acelerar esse processo.

Entre eles está um trabalho de perfuração do gramado, executado aproximadamente uma vez por semana.

Essa técnica favorece a circulação de ar e água no solo, contribui para reduzir a compactação e auxilia na acomodação da areia utilizada durante a instalação do novo piso.

A expectativa da equipe responsável é que essas intervenções permitam uma evolução constante das condições do gramado nas próximas semanas.

Jogo contra o Remo ainda deve apresentar mudanças

A partida contra o Remo marcará o primeiro compromisso oficial do Corinthians na Neo Química Arena após a troca completa do gramado.

Mesmo com a evolução registrada desde a conclusão da obra, a expectativa é que ainda seja possível perceber alguns pontos com maior concentração de areia durante o confronto.

Segundo pessoas envolvidas no processo de manutenção, esse acúmulo não estará presente de forma uniforme em todo o campo, mas poderá ser observado em áreas específicas.

A utilização contínua do gramado nos jogos e treinamentos deverá contribuir para reduzir essas diferenças progressivamente.

O clube acompanha diariamente a evolução da superfície e mantém um cronograma de manutenção para garantir que o piso alcance as condições ideais o mais rapidamente possível.

Projeção é de gramado em condições ideais nas próximas semanas

Internamente, a avaliação é de que o atual cenário faz parte do período de transição esperado após a substituição completa da grama.

As fontes consultadas explicaram que esse tipo de intervenção exige um tempo de adaptação até que o gramado atinja o nível ideal de estabilidade e desempenho.

A projeção é que, em aproximadamente 20 dias, a Neo Química Arena apresente condições consideradas ideais para a prática do futebol.

Até lá, o Corinthians continuará realizando intervenções periódicas na superfície e acompanhando a resposta do gramado após cada treinamento e partida.

Enquanto isso, o clube mantém o entendimento de que a troca era necessária para evitar problemas maiores durante a sequência da temporada. O antigo piso já apresentava sinais de desgaste acumulados após cinco anos de utilização contínua, e a substituição foi considerada uma medida preventiva para garantir melhores condições ao elenco no restante do calendário.

Com o retorno das partidas na Neo Química Arena, a expectativa da diretoria e da equipe de manutenção é que o próprio uso do campo acelere o processo de estabilização da nova grama, permitindo que o estádio volte a oferecer um gramado em plenas condições nas próximas semanas.