A negociação entre Corinthians e Memphis Depay não tem como objetivo apenas garantir a permanência do camisa 10. Nos bastidores, a diretoria acredita que o novo modelo de contrato poderá representar uma economia importante para o clube ao longo dos próximos anos.
Embora os valores da proposta não tenham sido divulgados oficialmente, a estratégia elaborada pela diretoria busca reduzir os custos fixos da operação e atrelar uma parte maior da remuneração do atacante à geração de novas receitas.

Foto: ( Getty Images) / Sportbuzz
O Corinthians vai pagar menos?
Na prática, não é possível afirmar quanto o Corinthians economizará, já que o clube não revelou os números do novo contrato nem os valores envolvidos nas negociações. O que se sabe é que a proposta apresentada ao jogador altera a estrutura da remuneração.
Em vez de concentrar praticamente toda a despesa em salários, direitos de imagem e bônus fixos, o novo vínculo prevê que parte dos ganhos de Memphis venha de ações comerciais desenvolvidas em conjunto com o clube.
Entre elas estão:
- Venda de produtos licenciados;
- Eventos com a participação do jogador;
- Campanhas de marketing;
- Captação de novos patrocinadores ligados à imagem do holandês.
Com isso, uma parcela da remuneração dependerá diretamente das receitas que essas iniciativas conseguirem gerar.
Estratégia reduz riscos para o clube
A principal vantagem do novo modelo está na redução da exposição financeira do Corinthians. No contrato atual, o clube precisa arcar com praticamente todo o custo do atleta independentemente do aumento de receitas.
Já na nova proposta, parte da remuneração passa a depender do sucesso comercial da parceria entre Memphis e Corinthians. Isso significa que, em vez de assumir um gasto fixo elevado, o clube poderá pagar valores maiores apenas se novas receitas forem efetivamente geradas.
Na visão da diretoria, esse formato torna o contrato mais sustentável em um momento em que o Corinthians enfrenta uma dívida bilionária, convive com três transfer bans da FIFA e ainda precisa reorganizar seu fluxo de caixa.
Economia pode ser indireta
Mais do que representar uma redução imediata na folha salarial, o novo contrato busca evitar que o Corinthians aumente seus compromissos financeiros fixos.
A lógica é simples: se parte do pagamento ao atleta vier de patrocínios, produtos e ativações comerciais, esses recursos deixam de sair exclusivamente do caixa do clube.
Ao mesmo tempo, Memphis também pode aumentar seus ganhos caso essas ações tenham sucesso, criando um modelo considerado vantajoso para ambos os lados.
Renovação é prioridade
Além da questão financeira, a permanência de Memphis é tratada como estratégica para o planejamento esportivo. Com a impossibilidade de registrar reforços enquanto os transfer bans permanecerem ativos, perder o principal jogador do elenco obrigaria o Corinthians a buscar uma reposição sem poder inscrevê-la oficialmente.
A diretoria trabalha para concluir a renovação até 31 de julho, data de encerramento do vínculo atual. Caso o novo contrato seja assinado dentro do prazo, o Timão preservará sua principal referência técnica e ainda poderá inaugurar um modelo de remuneração que pretende servir de exemplo para futuras negociações com atletas de alto nível.

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